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Corretora de seguros tem direito à devolução de Cofins com alíquota superior?

Corretoras de seguros enfrentam um grande desafio com cobranças indevidas da Receita Federal. Esta cobra uma taxa de 4% de Cofins, usada usualmente por bancos e outros. Por lei, essas empresas deveriam pagar apenas 3% devendo, portanto, haver uma devolução de Cofins pelas Corretoras. Uma notificação de 2011 aumentou esse imposto por engano.

Diversos tribunais, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), têm decidido a favor das corretoras. Isso permitiria a elas receber de volta o dinheiro cobrado a mais nos últimos cinco anos. As decisões ressaltam que as corretoras devem ser consideradas com a alíquota de 3%, e não de 4%.

devolução de Cofins
Corretora de seguros tem direito à devolução de Cofins com alíquota superior? 5

Há um prazo de cinco anos para solicitar o reembolso de valores pagos a mais. O contador começa a partir da data do início da Lei Complementar nº. 118/2005. Segundo uma lei específica, é possível abater o PIS e a COFINS de outros impostos.

Para as corretoras, a questão da alíquota da Cofins é fundamental. Isso pode fazer uma grande diferença na saúde financeira delas, permitindo recuperar tributos excessivos.

Entendendo a Alíquota da Cofins para Corretoras de Seguros

A alíquota da Cofins que as corretoras de seguros pagam é um tema importante. Isso ajuda a entender a legislação tributária e melhora o recolhimento de impostos. No passado, a Receita Federal disse que essas empresas deveriam pagar 4%. Isso causou muitos debates nos tribunais. Mas, a partir de 2011, um documento da Receita interpretou que as corretoras de seguros são parecidas com corretoras de valores. Isso mudou a forma como suas taxas de impostos eram calculadas.

Diferença Entre Corretoras de Seguros e Corretoras de Valores Imobiliários

As corretoras de seguros têm um desafio no recolhimento de impostos. A interpretação da Receita Federal é o motivo. Diferentemente das corretoras de valores imobiliários, elas pagam 3% em vez de 4%. Isso acontece porque não trabalham com valores de mercado financeiro. Estão em um ramo próprio do seguro.

Interpretação da Receita Federal sobre devolução de Cofins

Em 2011, a Receita decidiu que as corretoras de seguros pagariam 4% de Cofins. Isso as colocava no mesmo barco que bancos e corretoras de valores. Mas, essa decisão foi posta em xeque nos tribunais. O Superior Tribunal de Justiça confirmou: as corretoras de seguros devem pagar 3% de contribuição para cofins.

A tabela a seguir mostra essa diferença e como pode haver restituição de valores:

Tipo de EmpresaAlíquota CorretaAlíquota AplicadaAnos de Recolhimento IndevidoPotencial Restituição
Corretoras de Seguros3%4%5 AnosSim
Corretoras de Valores Mobiliários4%4%0 AnosNão

Assim, as corretoras podem tentar reaver ou abater o que pagaram a mais nos últimos 5 anos. Isso equilibra de forma justa e conforme a lei o recolhimento de impostos.

Jurisprudência e Posicionamento do STJ

A jurisprudência tributária é essencial para as corretoras de seguros. Ela tem ajudado na luta por devolução da Cofins. O STJ é claro: não vê essas corretoras como sociedades corretoras de valores.

Decisões Favoráveis às Corretoras

O STJ decidiu que as corretoras de seguros pagam 3% de Cofins. Isso significa que elas têm direito a buscar na Justiça a devolução do Cofins que foi pago a mais. Assim, reforça o seu direito à restituição.

Impacto das Decisões na Restituição de Valores

Os julgamentos do STJ estão mudando a situação para as corretoras. Isso as ajuda a ter um dinheiro melhor no caixa. A recuperação dos valores é mais fácil através da Justiça, graças à posição do STJ. Eles garantem que as corretoras recebam o que realmente devem receber.

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Devolução de Cofins: Passo a Passo para Requerer o Reembolso

Para conseguir a devolução de Cofins, o primeiro passo é entrar com uma ação judicial. Isso é necessário para reconhecer o direito à compensação tributária ou solicitar a devolução dos valores que foram recolhidos indevidamente. Esse caminho inclui várias etapas para se estar em dia com as leis.

Comece por basear sua ação em decisões do STJ que afirmam o direito de recuperar esses tributos. É vital juntar todos os documentos que comprovam os pagamentos, calcular quanto deve ser recuperado e considerar questões como a prescrição e correção monetária.

O Art. 3º das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 lista várias formas de desconto de créditos de PIS e Cofins. Isso inclui a aquisição de bens para revenda, insumos, pagamentos de aluguéis e energia gasta. A Lei nº 10.925/04, por sua vez, dá um crédito presumido de PIS e Cofins para atividades específicas, como o mercado alimentício, com suas regras próprias para dedução.

Aqui estão os principais pontos legais e decisões que orientam a devolução de Cofins:

Instrumento LegalDescrição
Art. 3º da Lei nº 10.637/02 e 10.833/03Situações para desconto de créditos de PIS e Cofins
Lei nº 10.925/04Concede crédito presumido de PIS e Cofins para determinados setores
Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 15/2005Utilização exclusiva para dedução de PIS/Pasep e Cofins no regime não-cumulativo
Art. 16 da Lei nº 11.116/05Compensação ou ressarcimento do saldo credor de PIS e Cofins

Por último, é crucial agir de forma estratégica e reunir toda a papelada necessária. Isso é vital para o sucesso da ação judicial e para recuperar os tributos de fato. Ter conhecimento sobre as decisões do Carf e do STJ é importante, destacando a situação do crédito presumido, que não pode ser ressarcido.

Benefícios Fiscais e Planejamento Tributário

A procura por devolução de Cofins é mais que cumprir a lei ou justiça. Faz parte de um plano maior de gestão de tributos. Através da jurisprudência, as corretoras de seguros obtêm boas vantagens fiscais. Isso reduz seus gastos com impostos, destacando o valor do planejamento tributário nas empresas. Este processo é vital para manter a saúde financeira e auxiliar no crescimento dos negócios.

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O PLP 5/2021 estende até 2032 os incentivos de ICMS iniciados pela Lei Complementar 160/2017. No entanto, apenas empresas que optam pelo lucro real podem usufruir desses benefícios. O regime do lucro presumido e o Simples Nacional não entram nesse sistema.

O Programa Mais Leite Saudável é um caso claro de benefício fiscal. Ele permite que produtores de leite e suas cooperativas abatam créditos do PIS/Pasep e Cofins. Esses créditos ajudam a diminuir o que devem ou podem ser usados para reaver dinheiro que pagaram a mais no imposto.

A Receita Federal simplificou a comprovação dos requisitos para esses benefícios fiscais. Agora, não é mais necessário enviar documentos antecipadamente. Contudo, a partir de 2024, a exclusão do crédito de PIS/Pasep e Cofins não cumulativos será automática, exceto se as contribuições forem devidas.

Benefício FiscalDescrição
ICMSProrrogado até 2032 para operações estaduais e interestaduais com produtos agropecuários.
Programa Mais Leite SaudávelPermite dedução de créditos presumidos do PIS/Pasep e Cofins para produtores e cooperativas de leite.
Automação de ProcessosConcessão de benefícios fiscais automatizada, dispensando a entrega prévia de documentos.

Ações recentes mudam leis passadas sobre benefícios fiscais e contribuições sociais. Elas tratam de como usar esses benefícios, limitações em compensar impostos e remoção de certas formas de ressarcimento.

Atualmente, compreender e usar os benefícios fiscais de maneira correta é chave para pagar menos impostos. Um planejamento tributário eficaz não só economiza, mas traz segurança para a empresa. Ajuda a manter a empresa forte e saudável, contribuindo para a sua sustentabilidade.

Conclusão

A Solução de Consulta número 92 foi um marco importante para recuperar tributos. Ela permite que corretoras de seguros usem uma alíquota de 3% da Cofins. Essa decisão veio do STJ. Ela ajuda em um planejamento tributário mais eficaz e econômico.

Muitos tributaristas discutem sobre quando usar esses créditos e tributá-los. Especialmente, após a “Tese do Século” pelo STF, novos debates surgiram. Segundo a Receita, o crédito deve ser reconhecido só depois do trânsito em julgado. Isso pode afetar fortemente as finanças das empresas. No último ano, por exemplo, R$ 62,4 bilhões em créditos foram usados para pagar outros tributos.

Para 2022, a equipe econômica espera um aumento significativo na arrecadação. Ao mesmo tempo, a política de desoneração custará caro em 2024. Isso mostra como a recuperação de tributos pode ajudar as corretoras. Um bom planejamento tributário e ações judiciais certas podem ajustar as obrigações fiscais. Isso garante um recolhimento justo e legal de impostos.

DÚVIDAS FREQUENTES

Corretora de seguros tem direito à devolução de Cofins com alíquota superior?

Sim, corretoras de seguros podem pedir a devolução da Cofins se pagaram 4%. Isso ocorre porque a taxa correta é 3%, decidido pela justiça. Ou seja, elas têm esse direito e podem brigar por ele nos tribunais.

Qual é a diferença entre corretoras de seguros e corretoras de valores imobiliários?

Corretoras de seguros vendem seguros, já as de valores mobiliários, títulos. Por isso, na Cofins, suas taxas variam. Essa diferença é fundamental.

Como a Receita Federal interpreta a alíquota de Cofins para corretoras de seguros?

A Receita Federal tem usado o mesmo cálculo para seguradoras e bancos, adotando 4%. Mas, o STJ define que elas devem pagar 3%, segundo a lei.

Quais foram as decisões favoráveis às corretoras pelo STJ?

O STJ já decidiu várias vezes a favor das seguradoras. Eles argumentam que elas não são iguais às financeiras. Assim, podem receber de volta o que pagaram a mais.

Qual é o impacto dessas decisões na restituição de valores?

Com as decisões do STJ, as seguradoras podem pegar de volta o que pagaram a mais em cinco anos. Isso melhora a situação financeira delas, reduzindo a dívida com tributos errados do passado.

Como proceder para requerer a devolução de Cofins?

As empresas devem entrar na justiça, usando as decisões do STJ. É preciso juntar todas as notas fiscais e fazer o cálculo correto. E, é fundamental ficar atento aos prazos legais e reajustes monetários.

Quais são os benefícios fiscais envolvidos na devolução de Cofins?

Além de conseguir o dinheiro de volta, as seguradoras pagam menos impostos. Isso as ajuda a serem mais fortes financeiramente. E mostra como planejar os impostos faz diferença.

Como o planejamento tributário pode ajudar as corretoras de seguros?

O planejamento ajuda a achar maneiras de pagar menos impostos e ter mais benefícios fiscais. Assim, as empresas ficam mais eficientes e saudáveis financeiramente.

Waldemar Ramos

Advogado, consultor e produtor de conteúdo jurídico, especialista em Direito de Família e Previdenciário.

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