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Depressão e benefícios concedidos pelo INSS

Depressão e benefícios concedidos pelo INSS

Depressão como doença incapacitante

Depressão pode ser caracterizada como distúrbio do humor que leva à persistente sensação de tristeza e perda de interesse.

Tristeza persistente ou perda de interesse é característica de depressão grave que acarreta uma ampla gama de problemas emocionais e físicos, os quais incluem a incapacidade de dormir ou a falta de concentração na execução de tarefas. Alterações do apetite, níveis de energia reduzidos e pensamentos suicidas também são observados.

O tratamento básico é a psicoterapia com um psicólogo ou psiquiatra formado. São utilizados também medicamentos que agem sobre o desequilíbrio químico do cérebro, como, por exemplo, potentes antidepressivos, que também são úteis contra a depressão grave.

A depressão pode ter como origem o ambiente de trabalho onde o empregado é submetido a pressões excessivas, cobranças de metas impossíveis e perseguições exageradas dos seus empregadores ou dos próprios colegas de trabalho.

Quando o trabalhador é diagnosticado com depressão, desde que seu quadro clínico seja grave, torna-se viável o afastamento do trabalho para recebimento de benefício por incapacidade decorrente da sua atividade profissional, bem como é possível pleitear indenização na Justiça do Trabalho quando a doença é desenvolvida por conta de alguma irregularidade na atitude do empregador ou no ambiente do trabalho.

Constatação de incapacidade para obtenção de benefício previdenciário

Qualquer doença profissional considerada adquirida ou desenvolvida em decorrência do exercício da atividade laboral realizada na empresa pode gerar o afastamento do trabalhador. Quando esse afastamento supera 15 dias, gera também o direito de obter algum benefício por incapacidade, como, por exemplo, o auxílio-doença.

A concessão do benefício de auxílio-doença decorrente de doença profissional ou acidente do trabalho, bem como a aposentadoria por invalidez, está prevista na Lei n. 8.213/1991 e o fato gerador à obtenção do benefício consiste na incapacidade total do trabalhador.

A questão temporal da incapacidade define se o benefício será de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez.

Quando a incapacidade do trabalhador é constatada pelo perito do INSS como temporária, o benefício devido será o de auxílio-doença.

Agora, se a incapacidade constatada pelo perito for permanente, o benefício a ser concedido será o de aposentadoria por invalidez.

O benefício de auxílio-acidente é devido quando o segurado que esteja em gozo de auxílio-doença não consegue obter uma recuperação total, pois, mesmo após a consolidação das lesões que deram ensejo à concessão do benefício de auxílio-doença, não consegue voltar a exercer a mesma atividade que realizava antes de se afastar do trabalho e é obrigado a passar por reabilitação profissional porque não mais poderá exercer a mesma atividade que outrora exercia.

O que define se o benefício será de natureza acidentária ou previdenciária é a relação que a doença do trabalhador teve com o seu afastamento do trabalho.

Dessa forma, a depressão também pode ser considerada uma doença incapacitante acidentária ou doença profissional quando se constata que esse quadro clínico se desenvolveu ou se agravou em decorrência do exercício da atividade profissional.

Indenização trabalhista e laudo de psicóloga aceito como prova judicial

A depressão, quando incapacita o trabalhador, desde que constatada em perícia médica realizada pelo perito do INSS, gera o direito ao recebimento de algum benefício por incapacidade.

Esse mesmo fato ou doença também pode gerar graves transtornos, limitações e humilhações ao trabalhador que deve procurar o Poder Judiciário para ver reparados os prejuízos psíquicos que sofreu no ambiente da empresa.

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a validade de perícia técnica realizada por psicóloga em ação de uma vendedora que apresentou quadro depressivo. A empresa que era ré no processo fundamentou a nulidade do processo por considerar que o profissional de psicologia não possui habilitação técnica e científica para diagnosticar doenças e pretendia que fosse designado um perito médico, com especialidade em psiquiatria.

No processo número RR-85000-69.2008.5.04.0383, a trabalhadora afirmou que era chamada de burra, incompetente e que vivia sob constantes ameaças de demissão, com mensagens agressivas de seus superiores, que mantinham um varal com os nomes dos empregados que estariam “na corda bamba”.

Segundo ela, a necessidade de suportar esse tipo de situação para não perder o emprego a levou a desenvolver quadro depressivo grave, o que a obrigou a procurar tratamento e se afastar em licença previdenciária.

O tribunal não aceitou os argumentos da empresa de que o laudo pericial realizado pela psicóloga era nulo, pois afirmou na decisão que a profissional de psicologia era hábil para fornecer elementos suficientes à formação do convencimento do juízo.

A ação foi julgada procedente e a vendedora foi indenizada por ter contraído a depressão no ambiente de trabalho e por ter sido submetida à forte pressão e a humilhações que desencadearam o agravamento do seu quadro clínico de depressão.

Direitos trabalhistas e previdenciários de quem sofre depressão

Depressão INSS

No âmbito do direito previdenciário, especificamente nas questões relacionadas com a concessão de benefícios por incapacidade, o elemento principal para concessão do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez não é apenas a doença ou a depressão, mas também se essa doença deixa o segurado incapacitado para realizar as suas tarefas habituais.

Assim, independe da doença a concessão do benefício por incapacidade. Dessa forma, podemos considerar que a depressão, sendo decorrente do trabalho ou não, pode ser uma doença incapacitante ao ponto de configurar uma incapacidade permanente ou temporária de quem apresenta esse quadro clínico.

A primeira providência que o trabalhador que está nessa situação deve tomar é procurar um tratamento médico adequado e obter um laudo atualizado para instruir o pedido de auxílio-doença. O perito do INSS, ao analisar o laudo e constatar a incapacidade laboral do trabalhador, procederá à concessão de algum benefício por incapacidade.

Somente na hipótese de o benefício ser negado pelo INSS é que sugerimos que o trabalhador procure o auxílio jurídico para ingressar com pedido judicial do benefício de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez, dependendo do grau da incapacidade do trabalhador.

A busca pelo benefício previdenciário não impede ou prejudica que esse mesmo trabalhador procure a Justiça do Trabalho para ingressar com pedido de indenização contra a empresa que gerou a doença e, consequentemente, acarretou a redução da capacidade laboral do trabalhador que, muitas vezes, não consegue mais retornar para o mercado de trabalho com as oportunidades que, antes de adquirir a doença, possuía em igualdade de condições com outros trabalhadores.

Referências

BRASIL. Presidência da República. Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>. Acesso em: 4 maio 2016.

Waldemar Ramos Junior

Advogado, palestrante, professor, atua nas seguintes áreas do direito: Previdenciário, Trabalhista, Cível e Família. Possui livros publicados e artigos divulgados em revistas especializadas.

  • Eneila Lira

    Quanto ao funcionário publico, quais os direitos?

    • @eneilalira:disqus são os mesmos, porém é necessário observar as regras do regime ao qual o funcionário público está vinculado.

  • A New Boy from the Flames

    Esse artigo não poderia ssr ainda mais inútil do que o é.
    Quem entra nonsote tem esperança de saber como se portar e o que dizer que convença o perito de que o paciente não o esteja enganando.
    E pq nada dizer sobre a atitude muito comum de peritos que negam benefício mesmo frente a evidências inquestionáveis de que o paciente não está apto a trabalhar?
    Das metas que eles têm que cumprir em sempre indeferir o máximo de pedidos de beneficio. São premiados a fazer uso? São castigados caso não batem as metas?
    Qual a realidade sobre esses temas qie abordo? Faço perícias frequentemente para depressão. Alguns peritos defetem. Outros, não. A última nem sequer pediram meu RG. O q evidência que minha perícia já estava indeferida antes de eu comparecer. O perito nem usounoncomputador como de costume para avaliar meu histórico. E fui expulso da sala após 3 min com o perito dizendo irritado e gesticulando: xô, xô, xô.
    Vou filmar a perícia da próxima vez. Eles são obrigados a usar crachá funcional. Nunca vi num usando. Desumanos DESGRAÇADOS. Afinal, quem na vida sente prazer em exercer sua profissão e, como médicos, opyem por trabalhar como.leritoa médicos. Obviamente tem corrupção ou todos peritos batetwm a cabeça na calçada. Todos querem ser cirurgiões, pediatras, kbstwtras, ginecologistas, cardiologistas. Pergunte a um aluno de Medicina donPrimeiro ou Segundo ano se há algum conhecido animadíssimo a fazer estágio como Perito Médico. Aff q nojo.

  • Marcelo Mussarelli

    Há 30 anos trabalho em coordenação de produção e há quinze anos já fiz 3 revascularização do miocárdio. Sou uma pessoa extremamente ansiosa um profissional extremamente perfeccionista e que sempre se dedicou ao trabalho no limite. Perdi três grandes empregos por não saber lidar com situações adversas, e no meu ultimo trabalho tive alguns traumas que não gostaria de comentar. Tentei a psicoterapia e hoje preciso de remédios de ansiedade. Estava recebendo por seis meses o auxilio doença por uma revascularização (ponte de safena) mas agora o INSS negou a prorrogação alegando que clinicamente estou bem. Tentei apresentar um laudo do meu psiquiatra que pede o meu afastamento das minhas funções por tempo indeterminado mas o perito não quis aceitar este laudo pois não se tratava da minha doença coronária. Estudos indicam que a depressão é um fator de risco, está correto o perito em não aceitar o laudo do psiquiatra? o que devo fazer?

    • @marcelomussarelli:disqus diante das informações a providência que você deve tomar é ingressar com pedido judicial do benefício de aposentadoria por invalidez, porém, para uma análise adequada, somente analisando todos os seus documentos.

  • Ivanir dos Santos Guimarães

    Bom dia tenho 57 anos solteira deixei de trabalhar quase 21 anos fiz curso técnico de enfermagem para cuidar da minha mãe,minha mãe faleceu tem 7 meses não deixou nada como ajuda de custo não consigo me encontrar fiquei meio que confusa choro muito fui na clinica da família a 7 meses tomo medicamento controlado (fluoxetina e clonazepam)sou acompanhada pela psicóloga da clinica da família gostaria de saber se eu tenho direito a auxilio doença já que nem consigo ficar sozinha ,gostaria da sua orientação.

    • @ivanirdossantosguimares:disqus é necessário analisar os seus documentos para constatar a viabilidade de obter o benefício previdenciário. Recomendo que você reúna toda a documentação e procure um advogado de sua confiança.

  • Eber Kibona

    Olá, prezado. Estou há mais de 5 anos afastado sucessivamente em auxílio-doença tendo como fator de base a depressão recorrente (CID F33.2, o penúltimo da escala classificatória), além de vários outros transtornos relacionados (ansiedade generalizada, transtorno borderline, e disfunção orgânica cerebral) e de problemas de saúde crônicos e incuráveis, que exigem um grande número de medicamentos permanentes. Também sou completamente surdo. Todavia, com o atual governo, a concessão do benefício tem sido repetidamente negada (creio que pela minha idade, 35 anos), pela segunda vez consecutiva, enquanto os médicos do trabalho recusam aprovar a volta ao trabalho por constatar incapacidade laborativa. Ocorre que comecei o acompanhamento psiquiátrico por depressão em janeiro de 2009, e foi em meados de 2011 que fui obrigado a me afastar devido à pressão no trabalho (tinha alucinações fortes e permanentes, ideações paranóides, pensamentos suicidas constantes e crises de ausência, sintomas visíveis por todas as pessoas do trabalho e altamente constrangedores). Perdi a capacidade de me concentrar no trabalho ou no lazer, como em leituras e mesmo um simples filme. Hoje entendo que não consigo retornar ao ambiente de trabalho (administrativo) nem qualquer função assemelhada. O simples fato de adentrar um ambiente corporativo me causa ataques de pânico e ansiedade. Permanecer em presença de diversas pessoas conhecidas se tornou impossível em minha vida, e prejudicou completamente minha vida social, familiar, pessoal nos últimos anos, a ponto de viver sozinho e isolado há dois anos. Só consigo lidar com pessoas se for virtualmente e de modo impessoal. Não entrei com pedido de aposentadoria por invalidez porque minha vida financeira foi extremamente prejudicada com o afastamento (perda de vários benefícios pagos pelo empregador, como vales-alimentação e refeição equivalentes a 50% do salário, e participação nos lucros equivalente a quase 6 meses de salário), e tinha medo de me aposentar muito jovem. Mas hoje não encontro mais saídas para minha situação e as outras doenças crônicas estão avançando (desenvolvi artrite gotosa, dislipidemias e problemas crônicos intestinais como consequências dos medicamentos de uso continuado). Eu me sinto sobremaneira envergonhado pela incapacidade de trabalhar tão jovem, de viajar em pé no transporte coletivo, e isso destrói o que me resta de meu emocional. Me sinto muito perdido e gostaria de saber se, juridicamente, há algo que eu possa fazer a respeito de tudo isso. Não posso ficar sem meu emprego, porque não teria como conseguir renda de outra maneira. Como advogado e juridicamente falando, o que os senhores poderiam me sugerir a fazer? Resido em São Paulo – SP.

    • Prezado @kibe_kibe:disqus diante das informações prestadas, inicialmente podemos sugerir que a medida a ser tomada é o ingresso de uma ação judicial pleiteando o benefício de aposentadoria por invalidez. Não existe certeza de êxito nessa demanda, porém, levando em consideração o seu quadro clínico e a sua incapacidade laboral, é possível obter o benefício judicialmente. Como você é de São Paulo, havendo interesse, entre em contato através do nosso formulário e solicite o agendamento de uma reunião para que possamos analisar os seus documentos.

  • Carlos Ramos

    Dr. Waldemar Ramos Junior tenho 42 anos tou a 6 anos com sindrome do panico e depressao ansiosa, tomo os melhores remedios disponiveis mas nao vi melhoras ou seja, fico bom por um pequeno periodo mas volto ter crises todos os dias, so saio de casa a 6 anos pra ir no medico antes fiz tratamentos com cardiologista devido falta de ar e dores no peito, como foi exames feito pelo sus demorou muito meu cardiologista detectar que meu problemla nao era coraçao e sim depressao ansiosa e sindrome do panico agora tou passando por pisiquiatra e o pisiquiatra dobrou a dose dos 2 remedios alprazolam e paroxetina porem piorei muito como se minha cabeça vai esplodir e tou tendo muitas crises de irritabilidade e vontade de da um fim no sofrimento, nesse caso que tou a 6 anos sem trabalhar e nem tou tendo condiçoes de comprar os remedios que fica em 180.00 sou dependente de minha mae q vive de 1 salario minimo, tenho direito em algum beneficio por invalidez? sou rural tenho terreno em meu nome e pago imposto todo ano, posso pedir um laudo dos meus 2 medicos no caso o cardiologista e o pisiquiatra?

    • @disqus_f9uSiHxxQQ:disqus Necessário verificar o início de sua incapacidade laboral devido ao longo período que você alega que não trabalha mais (6 anos). Desde que a sua incapacidade seja constatada dentro do período de graça (12, 24 ou 36 meses após a cessação do pagamento da última contribuição) você poderá obter o benefício.

      Sugiro que obtenha laudos atualizados, assim como separe os mais antigos para solicitar uma perícia no iNSS. Se o benefício for negado, deverá fazer o requerimento por intermédio de medida judicial.

      • Carlos Ramos

        Ok, so que não tenho nenhum laudo antigo desse cardiologista pq sempre que eu falava sobre esse assunto ele dizia temos que investigar mais devido na época eu ser mais novo e ele ter seguido na linha da formaçao dele ou seja ser cardiologista, unica prova disso que tenho ta na ficha no hospital onde ele me antende e os resultados dos exames do coraçao que no meu caso fiz em 2011 pra frente, mas ele nunca me deu um papel, laudo de nada so pedia exames..Muito obrigado por me tirar essas duvidas, tenho retorno com esses 2 medicos vou conversar sobre isso com eles

        • Carlos Ramos

          f20.0+f29+f31.0 e f41.1 talvez amanha pericia, sera que o perito vendo esses relatorios ja passo? pq sao doenças graves e tomo muitos remedios e caros

  • Cassia

    Boa tarde Dr Waldemar Ramos estou com varias duvidas, por motivo de doença coloquei atestados na empresa sendo que o primeiro de 15 dias que terminaria dia 17/11/16 mas meu médico me deu mais 14 dias e encaminhamento para um psiquiatra, porem a empresa não me comunicou o afastamento desses atestado só vim ter conhecimento quando retornei dia 04/12/16 foi que me comunicaram na empresa que eu estava afastada, recebi o mês de novembro os 15 dias, mas como so me comunicaram dia 04/12/16 recebi o requerimento da empresa nessa mesma data com a data do ultimo dia trabalhado 02/11/16,liguei para marcar a pericia marcaram dia 03/02/17 e fui para p psiquiatra dia 21/12/16 que me deu um laudo descrito depressão e transtorno de ansiedade e no mesmo 45 dias no atestado, antes do dia 03/02/17 fui outra consulta com psiquiatra ele aumentou as doses do meu medicamento e descreveu incapacidade de trabalhar com o mesmo cid e mais 60 dias, no dia 03/02/17 fui para pericia e la o perito me deu o beneficio ate o dia da pericia ou seja deferido a receber ate a data da pericia dia 03/02/17 mais eu tinha atestado de 60 dias minha duvida é desde quando era pra contar o direito do beneficio e como ele so deu ate dia 03/02/17 como marcar nova pericia ja que fui na empresa com atestado de 60 dias e o documento do perito que recebi no dia da pericia e se numa segunda pericia que ainda não marquei porque fui informada que uma nova pericia só poderia marcar depois de 30 dias a partir da data da primeira pericia e se precisa um novo requerimento da empresa?
    obs: comecei a ter crises em junho de 2016 no trabalho

    • @disqus_BTtO3nZpm0:disqus Embora você possua um laudo afirmando que a sua incapacidade é anterior ao que foi constatado pelo perito do INSS, para fins de data de início de benefício é o perito do INSS que determina, independentemente dos laudos médicos apresentados.

      Sugiro que ingresse com ação judicial para que o seu benefício seja pago desde a data da constatação da sua incapacidade através do laudo que você apresentou.

  • David Bernardo

    Dr. Waldemar tenho depressão e um temperamento um pouco desde o tempo de escola, faço tratamento com psicólogos e psiquiatras tomo remédios. Gostaria de saber se tenho direito ao auxílio doença? Já fui ao INSS mais a assistente social disse para procurar emprego. Já fiz várias tentativas mas não fui chamado e nos que fui para entrevista não passei já estou com 30 anos e nada. Meu irmão está para se casar e a pressão só aumenta pois sem ele para pagar água e luz ficarei sem remédios que já são comprados pelos meus pais. Estou me vendo em uma situação apertada e não sei o que fazer mais

    • @disqus_2mtF5OYSDO:disqus Sugiro que reúna os laudos médicos e solicite junto ao INSS o pedido de auxílio-doença.

      Na hipótese de você não possuir contribuições, necessário fazer o requerimento do benefício assistencial LOAS.

  • Mariana Sousa

    Boa tarde!

    Tenho 22 anos estou gravida, trabalho em um escritório de Advocacia da área civil, há 4 anos, entrei como estagiaria e fui registrada como supervisora juridica, estou cursando a faculdade ainda, de registro tenho dois anos, Sempre me dediquei no trabalho para conseguir minha promoção, abro mão dos meus benefícios para trabalhar naquele escritório pelo meu sindicato minha classe trabalhista tem direito a receber vale alimentação diário de 27,80, nunca recebi o vale, nem a condução. Bom resumi um pouco da minha carreira em Outubro descobri que eu estava gravida, ao anunciar isso no escritório onde trabalho minha vida como supervisora lá dentro acabou, me tiraram da liderança de uma equipe me colocaram para sentar longe de todos olhando para parede, o dia inteiro, sem contato com ninguém, a Dona do escritório começou a fazer comentários vexatórios, que eu engravidei para segurar macho, que eu fui investimento jogado fora, que meu filho será pobre, pois não tenho condições de sustentá-lo, que sou burra pq engravidei e joguei minha carreira no lixo. ela fala da minha vida para todos os funcionários, peguei infecçao de urina grave com risco de aborto, pois no toda vez que eu me levantava para ir no banheiro ela falava – lá vai a gravida, só no banheiro, só da trabalho, comecei a me sentir um lixo, comecei a odiar a minha gravidez que antes de anunciar no trabalho era motivo de alegria, aguentei esse quadro durante 5 meses, comecei a me alimentar mal, a chorar todos os dias quando tava no trabalho, não dur até hoje, tenho crise de identidade, passei com o psiquiatra ele me deu um laudo com cid f32.2, agora a situação piorou, sinto fortes dores no estomago, só quero ficar deitada, pois tenho medo medo de não ter dinheiro, medo de ter que voltar a trabalhar, medo do inss não me afastar até o final da gestação. Alem do psiquiatra que me afastou, faço acompanhamento com psicologo semanalmente ele tb me deu um laudo que minha depressão vem do trabalho. Posso entrar com uma ação trabalhista, pedir meu afastamento até os 4 meses depois que o bebe nascer, oq eu devo faze? Se puder me ajudar agradeço muito.

  • Marta Negreiros

    Boa tarde
    Sou funcionária pública estou afastada por depressão à 8meses porém o psiquiatra não me liberou para trabalhar,pedindo mais 4 meses de afastamento, o perito da junta médica negou ,o q devo fazer ? cabe um ação judicial? inclusive tem passado muito constragimento durante as perícias.

    • @martanegreiros:disqus Sim, cabe ação judicial. Sugiro que procure um advogado o mais breve possível para tomar as providências cabíveis.

  • Amanda Caixeta

    Já estou em tratamento psiquiátrico a 2 anos, fiquei afastada durante quase todo o ano de 2015, retornei ao meu trabalho, mas por conta da doença não estou conseguindo desenvolver bem meu trabalho, e estou sofrendo assédio moral pela minha chefe. Pra piorar fiquei grávida, tive q suspender um pouco do meu medicamento. Meu psiquiatra pediu p me afastar durante tida gravidez, mas o perito do INSS disse q por não estar tomando medicação forte, isso não me impossibilita d trabalhar, e me mandou retomar o serviço. O q eu posso fazer nessa situação?

    • @amanda_caixeta:disqus Recomendamos que ingresse imediatamente com ação trabalhista.

  • Carlos Ramos

    Dr, Cid f20.0+f29+f31.0, f41 talvez amanha faço pericia, sera que o perito vendo esses relatorios ja passo da primeira? pq sao doenças graves e tomo muitos remedios e caros

    • Carlos Ramos

      peguei outro relatorio o medico colocou isso, olha a pegadinha ou é paranoia minha?>> Solicito avaliação de conduta com vista a percepção de beneficio previdenciario

      • @disqus_f9uSiHxxQQ:disqus Sugiro que apresente esse laudo para um médico de sua confiança para fazer a avaliação do conteúdo. Em relação à possibilidade de obter o benefício, somente o médico perito do INSS poderá analisar a possibilidade ou não de lhe conceder o benefício requerido. Na hipótese de indeferimento, você poderá requerer o benefício por intermédio de ação judicial.

        • Carlos Ramos

          medico e advogado de minha confiança disse que ele ta me ajudando, muito obrigado

        • Carlos Ramos

          Passei na pericia, me deram 2 meses de auxilio doença, mas passou pra fazer outra depois como cid f20.0 + transtorno do panico nao tem cura e a especialista me disse que tenho q tomar remedios o resto da vida e no relatorio ela me invalidou pra vida social e so renovar ne Dr.?

  • Carlos Ramos

    alguem me responde por favor

  • Carlos Ramos

    Algum advogado respode pra mim pelo amor de DEUS o que isso quer dizer? Solicito avaliação de conduta com vista a percepção de beneficio previdenciario

  • Katia Sacramento

    boa tarde Dr Waldemar
    um funcionário fez uma cirurgia cardíaca, colocando enxerto no coração e se afastou pelo INSS. Porém o beneficio foi Indeferido por falta de período de carência. Ele esta trabalhando nesta nova empresa fazem 10 meses.
    Ele fez a cirurgia fazem 60 dias agora…. e não pode voltar a trabalhar.
    Quem deverá arcar com o salario? Empresa? ou recorrer ao INSS?

  • Soraya Batista

    Oi, me chamo Soraya , tenho 38 anos e sou mãe de 3 crianças.
    Desde meus 20 anos sofro com fibromialgia, doença desesperadora q só quem tem sabe o sofrimento,por conta dessa doença adquiri uma forte depressão .JÁ são 18 anos sofrendo, por conta disso nunca consegui me manter nos empregos sempre pedia pra sair preferia sempre trabalhar sem carreira assinada SÓ tive dois empregos de carteira assinada e consegui ficar somente 6 meses.
    Sofro demais cada ano q passa piora, ja foram várias tentativas de suicídio, é tenho me tornado uma ameaça para meus filhos, to sempre sobre fortes medicamentos e sem vontade de viver.
    Quero trabalhar mais ñ consigo os remédios são caros. Por favor me digam se no meu caso tenho direito a um desses benefícios,to desesperada.
    Me expliquem como devo proceder.

    • Rubia Tagliati

      Oi Soraya.Nao entendo muito do assunto mas sei que precisa estar trabalhando,um conselho?Pague o carnê como autônoma, procure seu psiquiatra que no seu caso, vc consegue até se aposentar…Ou pergunte a um advogado,pq talvez nem tenha que pagar o carnê já que trabalhou antes…E dias melhores pra ti,sei bem o que está passando!
      Só não desista nunca de vc!

  • Fernando Henrique

    Minha mãe (profissão dona de casa) (Vanilda Maria de Jesus 54 anos idade ) possui doença crônicas como, diabete, hipertensão e depressão há 11 anos. OS remédios são de alto custo, gostaria de saber se ela tem direito a algum auxílio do governo como? ter benefício do INSS (auxilio doença). Quais são os documentos necessários para dar entrada ao benefício?

  • Carlos Ramos

    Dr. outro medico que ñ é pisiquiatra me indicou passar em um pisiquiatra especialista ai passei e ele me avaliou e me deu um relatório dizendo assim>>
    q tenho f20.0 alucinaçoes sobre vozes que escuto, tbm transtorno do panico, que isso me limita a vida social (vive so dentro de casa) mas sem gravidades laboratoriais, depois os nomes e os mg dos remedios que tomo com os mg do remedios e nao tive melhoras, como quando eu trabalhava na roça junto com gente, esse limite quer dizer invalidez? no entender do senhor o que isso quer dizer? segunda minha pericia ta marcada dia 13 aguardo

    obs: esse pisiquiatra me falou repetidas vezes nesses relatorios so esse meu tem mais valor pq eu sou especialista na sua doença, mas pra mim o que ela colocou no relatorio foi muito mais pouco do que eu sinto e olha q essa consulta foi particular as outras foi do sus

  • Junak Macedo de Vasconcelos

    Estou a alguns meses sem trabalhar devido uma recaída de ansiedade e depressão. Me foi concedido o benefício por dois meses. mas depois voltei com outro atestado da minha psiquiatra com mais dois meses,mas desta me foi negado o direito Estou desesperado, pois sem ter minha capacidade de voltar a trabalhar não sei o que fazer. Entrei na justiça. Esta situação só me fez ficar pior cheguei até a surtar! Sou contribuinte autônomo no momento. Esta situação está me deixando mais depressivo e ansioso…Me ajudem por favor, estou a ponto de tirar a mina própria vida.

  • Jucileide Lopes da Silva

    Boa tarde
    Há exatamente 11 meses atras meu esposo teve o seu 1º surto psicótico desde então permanece afastado de suas atividades laborais e em tratamento psicológico e psiquiátrico.A primeira vez que dei entrada no beneficio foi deferido pelo perito quase 6 meses ,apos esse período todo mês estou solicitando prorrogação,pois o mesmo ainda não esta em condições de retornar ao trabalho isso e visível para todos que o ver .Apesar dos dois relatórios tanto psiquiátrico como psicologo os peritos só estão dando apenas um mês.a ultima pericia foi dia 15.03.17 e a próxima sera dia 10.04 o que fazer caso seja negado? Todo mês troca os remédios pois não apresenta melhoras em seu comportamento ,não consegue sair de casa só ,não sabe resolver mais nada ,pois não consegue tomar decoções simples,a fala a escrita após esse surto ficou muito comprometida sofre de tremores excessivos nos membros superiores perde equilíbrio com facilidade não tem força física .Não consegue me ajudar com o nosso bebe de 6 meses nem nos afazeres de casa como antes, perdeu a noção do perigo não presta atenção ao atravessar uma via devido a isso não deixo sair só.O diagnostico foi Depressão recorrente ,Psicose não orgânica e Toc

  • MARINA GUSKUMA

    Boa Tarde ….Meu primo é aposentado, só que desde dezembro de 2016 está com depressão profunda .não sai de casa, não toma os remédios, não come nas horas certas, não fala c/Psicologa, resumindo não vai receber beneficios desde início de 2017.
    Qual o procedimento neste caso ?
    Me instruções p/que possa ajuda-lo e s/família, já nem sabe o que faz….
    Obrigada

  • João Santos

    Boa noite Dr. Waldemar.
    tinha uma loja em que passei 28 anos trabalhando, só que em pouco tempo perdí quase tudo que conquistei e então entrei numa depressão profunda, grave sindrome do panico estresse agudo e afins… só que nunca tive melhora, apesar de tanto tratamento com muitos médicos que submetí, faço uso de 15 remédios diariamente mesmo assim, nunca tive êxito, sofro muito a mais de 12 anos.

    Gostaria de saber como preparar um histórico-laudo médico que convença no dia da perícia junto ao INSS. Já que é tão difícil.
    Por favor me ajude.

    Um abraço e que Deus lhe abençoe

  • Alex e Carol

    Meu nome é Carol tenho 20 anos, estou sofrendo de depressão tomando remédios fortes que me deixam mal e também sofro de ansiedade o que me atrapalha no serviço porque não consigo me concentrar direito, nem tratar bem às pessoas por tudo me irritar, só tenho vontade dormir e sumir. Porém, trabalho pra minha família, só que sou registrada e tudo, mas eles não acreditam que depressão seja doença, o que faço no caso? Como peço afastamento?

    • Alex e Carol

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  • Sandra Magalhães

    Sr,boa noite.Nesse momento já tomei dois Rivotril de 2 ml e não consigo dormir.Tenho depressao profunda e sou professora de crianças do ensino fundamental.Desde dezembro de 2015 Passei mal de depressao profunda e síndrome de boderline.Fui fazer a perícia 2 vezes e fui muito humilhada.Ainda pra minha tristeza minha única filha de 20 anos também tem.preciso arrumar forças para cuidar de mim e dela também que dorme o dia todo.So vive dopada,toma venlaxim e eu tomo velija .que é muito caro.Estou sem tomar meus remédios por mais de um mês porque não posso comprar.O perito disse que tenho que voltar ao trabalho.Nao posso cuidar sequer de mim quanto mais de crianças.Estou bem pior,cai e bati à cabeça no chão .ja é a segunda vez que eles negam.Nao consigo sequer me levantar cedo ,me alimentar,não sinto vontade de nada.Ja tentei tirar minha vida várias vezes com remédios ou me cortando.por favor me ajude,não sei o que fazer.

  • Késia Araújo

    Entrei com pedido de auxílio doença por ter tuberculose Cid A 15.0 terei direito a o benefício é por quanto tempo?

  • Márcia Gloria Lopes Ramos

    Boa tarde. Minha irmãTrabalhou durante 18anos numa empresa e fui demitida em 2003. Desde esse período fiquei com uma série de doenças. Diabetes, Cardíaca (Com 2 stent), Ler, Fibromialgia e Síndrome do pânico e depressiva. Lendo aqui os comentários sobre ter tido esses problemas decorrentes do trabalho. É desde o período de 2006 ela se encontra em Auxílio Doença. Mais recebeu a carta para uma nova perícia. O que vi num texto abaixo se ainda existe a possibilidade de por na justiça a empresa em que ela trabalhou durante anos e que ocasionou todos esses problemas ou já caducou.

  • Mauro Lourenço de Oliveira

    Boa tarde! Há 1 semana fiquei sabendo que tenho pancreatite cronica, além de hipertensão e depressão. O meu médico emitiu um relatório com essas informações, através desse relatório o médico perito pode me afastar por auxílio doença?

  • Vinicius Miranda

    Vocês tinham que responder a gente, nossas dúvidas sobre algo tão sério..

  • Janaina

    Ola meu nome é Janaina,e quero tira uma dúvida, minha mãe tem 63 anos,não trabalhou registrada poucos anos, mais sempre trabalhou, bom já tentamos algum auxilia para ajuda ela,mais infelizmente não conseguimos devido o pouco tempo de registro na carteira, bom tentamos o auxílio doença tbm não conseguimos mesmo levando os exames dela td certinho, não deu certo,bom ela sobreviver com a ajuda da aposebtadoria do meu pai,que mau da pra viver pq ele tbm tem problema de saude,usa bolsa e tal
    Bom minha mãe tem problema respiratório, depressão e não consegui trabalha fora
    Bom queria saber como posso fazer ,pra ela tem algum benefício

  • Rita Miranda

    Boa tarde fui despensada do meu trabalho por causa de depressão artrose tendinite, hérnia de disco tremor esc êncial já agendei uma perícia , quando posso pegar laudo médico .vou na perícia 4do 10

  • Suellen Marvulle

    Olá Boa noite…atualmente tenho 35 anos , tive início de depressão porém como lidava com algo desconhecido não me tratei aos 16 anos. Inicie o tratamento na saúde mental (sus) com 20 anos. Lá me tratei por 10 anos, aonde tive várias crises por conta da adaptação a remédios…fui internada na psiquiatra HC ja q apresentei compulsão, fobia e tentativa de suicídio. Atualmente me trato com psiquiatra particular á 4 anos , custa muito caro as consultas. Hoje sou funcionária pública técnica d enfermagem e não consigo me manter por muito tempo estável emocionalmente, já que desde o início neste trabalho fui pressionada e alvo de críticas somente e nada d construtivo. Tomo 4 tipos de antidepressivos atualmente, mas tenho recaídas constantes e novamente troca de remédios e o bendito efeito colateral que me prejudica muito. Hoje sei que peguei pânico daquele ambiente e da vida social. O que devo fazer já que estou sozinha nessa e sem com quem contar. Relembrando que o serviço atual veio a prejucar gravemente meu caso. Obrigada por saber da minha história e peço ajuda.

  • Grace

    Ja não aguento mais… trabalho em um supermercado e estou ficando cada vez pior. Pessoas grossas, mal educadas. Não tenho ânimo pra nada, não me arrumo. É horrível se sentir assim. Me esqueço das coisas. Fome zero. Só sinto muito sono. Como proceder a essa situação? Estou com medo. Lendo coisas sobre suicidio. O que faço?

    • dansterodair

      tente arrumar outro emprego , lembre-se que o suicidio não ira resolver seu problema , busque ajuda espiritual e medica…

  • mundo das meninas meninas

    Boa tarde! 13 anos com depressão, picos de ansiedade e momentos de fobia intensa, pensamentos suicidas etc.Atualmente em tratamento com psicologa, vida social arrasada, a base de remédias diários inclusive pra dormir!Meu caso cabe aposentadoria por invalidez, já que um dos motivadores da patologia foi uma lesão sofrida em um assalto que me tornou uma bomba relógio na questão segurança pública?A um mês atrás passei mau 3 vezes numa viagem, dirigindo meu veículo com minha família dentro, mais uma vez pergunto , cabe aposentadoria?Grato!!

  • Tharine Sousa

    Minha mãe não tem sono, fome, vaidade e ânimo para nada. Mudou completamente o semblante, se tornou triste, reclusa. Fica com um olhar perdido e aérea. Ela é bibliotecária em um distrito. Precisa trabalhar de moto. Estamos com medo de deixá-la ir. Quando ela falta de serviço passa o dia todo na cama. Caberia que tipo de afastamento para ela?

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